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Conheça três inovações disponíveis no mercado que podem facilitar a operação, reduzir o impacto no meio ambiente e facilitar o crescimento sustentável.

Motor 80% menos poluente

Desenvolvido pela Ford, em parceria com a Cummins, o novo motor Euro 5 promete reduzir em 80% as emissões de caminhões da linha Cargo 2012. O feito é possível graças à tecnologia SCR (em português Redução Catalítica Seletiva ), que faz o pós-tratamento dos gases de exaustão, reduzindo o índice de NOx (óxido de nitrogênio) da combustão. Mas para isso é necessária a injeção do aditivo ARLA 32, solução aquosa e não tóxica que poderá ser encontrada em revendedores Ford, Commins e postos de combustível. O motor também promete ser entre 5% e 7% mais econômico que os modelos anteriores.

Gás para caminhões
Ligada a Petrobras, a Ecomotors tem feito parcerias com transportadores para a adoção do gás natural em caminhões e demais veículos de carga. A ideia é que a empresa se responsabilize pelo equipamento e sua instalação, enquanto as grandes transportadoras apenas adquirem o combustível. A solução está em teste na Braspress, onde um caminhão da frota foi adaptado à tecnologia. Além de menos poluente, o gás natural (ainda) garante redução nos custos.

Armazém de grãos mais econômico

Com a promessa de reduzir em até 40% o consumo de energia nos armazéns de grãos, o software desenvolvido pela DroiTech, uma empresa pertencente a Incubadora Tecnológica da Universidade Estadual de Londrina (Intuel), no Paraná, já está em comercialização. Por meio de análises do sistema de termometria e aeração dos grãos, o software identifica o nível de umidade ideal para os grãos e converte o dado em comando para os armazéns. A cada variação externa ou interna, os sistemas de areação e termometria são reajustados até adquirir as condições ideais de umidade. Além de reduzir o consumo de energia, o software evita a perda de grãos.

por Mauricio Miranda

IMAM

Quando se analisa as emissões de um modal de transporte de cargas, o foco se direciona quase sempre aos veículos ou meios de transporte – o que de certo modo não está incorreto. No entanto, as pessoas se esquecem de que por traz de um caminhão ou de um trem há outros equipamentos que liberam gases de efeito estufa (GEE) e elevam os índices de emissões das empresas.

É o caso dos portêineres que movimentam diariamente milhares de cargas nos portos brasileiros e ainda são movidos a combustão (diesel), aumentando os índices de GEE do modal marítimo. No entanto, há possibilidades de mudanças, isso se outros portos seguirem o exemplo de Salvador, que adquiriu recentemente três portêineres elétricos, da ZPMC. Os novos equipamentos além de aumentar a produtividade do porto da capital baiana em 30%, reduzem a zero as emissões da operação. Pense nisso!

por Mauricio Miranda
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Recentemente, os jornais publicaram que a Toyota estava tentando trazer o Prius para o Brasil. E é logico que, assim como fez em outros países, a montadora japonesa queria incentivo tributário para aumentar as vendas do veículo ­– uma estratégia que o tornou popular em quase todo o mundo.

Mas uma certa movimentação entre o setor privado e o governo não permitiram a redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), o que poderia fazer o veículo chegar ao preço de R$ 90 mil, (ainda bem salgado para um carro vendido a US$ 20 mil nos EUA e já considerado ultrapassado por lá).

O pior é que esse não é o principal problema, o grave é que talvez a aprovação da isenção tenha encontrado uma pedra no meio do caminho chamada etanol (ou Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool [CIMA]) um projeto muito bom para o setor, mas que não atende a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) que um híbrido permite e ainda não inclui os veículos de carga de forma geral e eficiente.

O outro problema é que essa mesma “pedra” acaba desencorajando outros fabricantes, como os de caminhões e veículos leves de carga, a
 trazer modelos mais eficientes para a ultrapassada, cara e cambaleada frota brasileira.

A solução seria simples e, inclusive, já é adotada em muitos países: o menos poluente tem mais incentivo tributário. É lógico que dessa forma os veículos flexs perderão vendas, mas isso faz parte do desenvolvimento tecnológico e econômico. E a indústria sabe disso e sabe também que pode evoluir, assim como está evoluindo em outros países, aumentando a oferta de híbridos e desenvolvendo o mercado para a adoção dos veículos elétricos. O difícil de aceitar é produzir veículos baratos e mais poluentes só para injetar no Brasil e, assim, aumentar as margens de lucro de matrizes magrelas e ainda não permitir a ascensão ou a inclusão de novas tecnologias.

Por isso, sem pensar na politicagem como razão é quase impossível entender o por quê ainda estamos nos arrastando no quesito veículos limpos.

 por Mauricio Miranda
IMAM

Nas grandes cidades, onde há muita circulação de veículos e pessoas, como São Paulo, a falta de planejamento (e espaço) para áreas comerciais, especialmente supermercados, tem tornado o desembarque de mercadorias um risco tanto para os operadores de carga quanto para as pessoas que circulam por esses pontos de venda. 

Isso porque a ausência de áreas reservadas para o recebimento de produtos força os fornecedores a utilizarem calçadas, ruas e estacionamentos reservados aos clientes (e até os de idosos) para abastecer os supermercados. Em grandes avenidas, os riscos de acidentes, como atropelamentos, são constantes. É o caso da avenida Vital Brasil, na região Oeste da capital paulista, onde uma rede de supermercados faz os operadores de carga movimentarem as caixas de produtos na mesma área em que há um ponto de ônibus, com grande volume de pessoas e veículos, estacionamento de clientes e display de frutas e flores. 

Esse excesso de interferência geralmente dificulta a visão dos operadores, prejudica a movimentação dos transpaletes e pode causar acidentes, sem contar a possibilidade de atrasar o abastecimento e danificar os produtos, impactando de forma negativa no crescimento sustentável.

A solução pode estar na cooperação entre fornecedores e pontos de venda e na criação de áreas específicas para carga e descarga de produtos. Planejamentos devem fazer parte da realidade dos pontos de venda que operam sobre essas características, afinal o aumento da população e do número de veículos rodando pela cidade já não permite improvisações.

por Mauricio Miranda
IMAM


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