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Supermercados: os riscos do desembarque Featured

Nas grandes cidades, onde há muita circulação de veículos e pessoas, como São Paulo, a falta de planejamento (e espaço) para áreas comerciais, especialmente supermercados, tem tornado o desembarque de mercadorias um risco tanto para os operadores de carga quanto para as pessoas que circulam por esses pontos de venda. 

Isso porque a ausência de áreas reservadas para o recebimento de produtos força os fornecedores a utilizarem calçadas, ruas e estacionamentos reservados aos clientes (e até os de idosos) para abastecer os supermercados. Em grandes avenidas, os riscos de acidentes, como atropelamentos, são constantes. É o caso da avenida Vital Brasil, na região Oeste da capital paulista, onde uma rede de supermercados faz os operadores de carga movimentarem as caixas de produtos na mesma área em que há um ponto de ônibus, com grande volume de pessoas e veículos, estacionamento de clientes e display de frutas e flores. 

Esse excesso de interferência geralmente dificulta a visão dos operadores, prejudica a movimentação dos transpaletes e pode causar acidentes, sem contar a possibilidade de atrasar o abastecimento e danificar os produtos, impactando de forma negativa no crescimento sustentável.

A solução pode estar na cooperação entre fornecedores e pontos de venda e na criação de áreas específicas para carga e descarga de produtos. Planejamentos devem fazer parte da realidade dos pontos de venda que operam sobre essas características, afinal o aumento da população e do número de veículos rodando pela cidade já não permite improvisações.

por Mauricio Miranda
IMAM


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