Conheça a origem e os propósitos de Kanban x Scrum

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O Kanban nasceu na Toyota após o final da segunda guerra, após a visita de seu idealizador Taiichi Ohno a um supermercado nos EUA.

O Sr. Ohno gostou da maneira simples com que os supermercados faziam o abastecimento das gondolas através dos repositores, e decidiu adaptar ao controle dos estoques na fábrica.
Inicialmente, a ferramenta foi aplicada entre a fundição e usinagem de motores e depois em toda a cadeia de abastecimento da Toyota. O princípio básico está na gestão visual como no Scrum, que falaremos a diante.
O Kanban funciona de várias formas, da mais simples com cartões, embalagens padronizadas e um painel de gestão e tomada de decisão, até o modo eletrônico com monitores de TV e com RFID.
Na essência o cartão na faixa vermelha significa um problema que deve ser analisado e resolvido. Na amarela significa a prioridade de produção ou de abastecimento e no verde significa que o processo está normal e nenhuma ação é necessária, a não ser que não haja mais nada importante para produzir.
A partir daí foram desenvolvidos muitos tipos de Kanban derivados do original, tais como: Kanban Pert para itens sob encomenda, Kanban de duas gavetas, sem a necessidade de cartões ou painéis, e até mesmo Kanban de estado emocional, comum no Japão, que alerta se os colaboradores apresentam algum tipo de problema na data, para que esta informação seja comunicada principalmente aos superiores e colegas, a fim de ajudá-lo nas tarefas mais difíceis ou até mesmo dispensá-lo do trabalho naquele dia.

Scrum
Já o Scrum é uma metodologia usada para a gestão dinâmica de projetos, sendo muitas vezes aplicada no desenvolvimento de softwares. A origem do termo Scrum vem do rúgbi, onde representa uma aglomeração de jogadores. No Scrum, oito jogadores de cada time ficam frente a frente e têm que recuperar a bola que é colocada pelo juiz no meio do “aglomerado”. O Scrum é uma ferramenta que permite controlar de forma eficaz e eficiente o trabalho, potencializando as equipes que trabalham em prol de um objetivo em comum.
Esta metodologia vem sendo muito aplicada na gestão de projetos pela sua simplicidade frente a outras metodologias mais complexas, o que vem ajudando muito nesses tempos de enxugamento de recursos. Algumas terminologias são mais utilizadas, tais como: “product backlog”, que significa as especificações do produto que necessitam ser desenvolvidas, o “release backlog”, que significa o conjunto dos requisitos do “product backlog” que vão ser trabalhados e o “sprint backlog”, que significa prazo de cada tarefa, chamada de “user story”.
O Scrum é também gerenciado em um quadro de gestão visual, daí o nome Kanban Scrum, onde teremos a visibilidade das tarefas que estão programadas, em desenvolvimento, as que foram trabalhadas, e as que ainda precisam ser verificadas ou testadas, e as que são consideradas concluídas.

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Também são classificados cada participante do projeto, tais como: “Product owner”, responsável pelo produto ou projeto e pela definição dos requisitos do “product backlog”; o “Scrum Master”, elo de ligação entre o “product owner” e a equipe, responsável pelas reuniões, acompanhamentos do trabalho e recursos da equipe e “team”, a equipe que trabalha para o desenvolvimento do projeto ou produto.
O ponto forte é o “daily scrum”, ou “scrum diário”, uma reunião organizada pelo Scrum Master, onde os participantes ficam em pé, representando a pequena duração (máximo 15 minutos), o que é chamada na indústria de reunião de gestão diária. Pode vir acompanhada de sinais como por exemplo “bolinhas adesivas vermelhas” para as tarefas com problema ou atrasadas, ou até mesmo com duas “bolinhas adesivas vermelhas” para as que atrasaam de maneira recorrente” sendo que o recomendado é a troca de responsável a cada atraso, devendo subir de nível na hierarquia a cada atraso, caracterizando uma cadeia de ajuda na entrega da mesma. Desta forma o Kanban Scrum junta-se a galeria de ferramentas de gestão de projetos mais utilizadas, por ser eficaz e simples de usar.
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Sidney Trama Rago é gerente da divisão de Estratégias e Performance da IMAM Consultoria

Sidney Rago

Gerente da Divisão Estratégias e Performance da IMAM Consultoria, com 30 anos de experiência profissional, tendo participado de mais de 250 projetos, tais como: Saint-Gobain, Gerdau, Bunge, Tramontina, Metalkraft, Rousselot, Schmersal, entre outras. Formado em Engenharia Mecânica pela FEI com MBA em Gestão Empresarial na FGV, com extensão na Universidade da Califórnia - EUA. Coordenador Técnico de Missões do IMAM ao Japão; Instrutor da IMAM em cursos de aperfeiçoamento nas áreas de Logística, Produtividade, Custos Industriais e Liderança.

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