Pesquisa sobre armazenagem

Categoria: Série Armazenagem

pesquisa

 

Esta pesquisa apresenta um panorama abrangente sobre o desempenho da armazenagem nas empresas brasileiras, a partir da perspectiva dos profissionais da área de armazenagem e distribuição, leitores das nossas publicações contribuíram significativamente respondendo aos questionários durante um período de 3 meses.

Esta pesquisa considera a participação de 273 empresas distribuídas da seguinte forma:

7.14

 

7.15

 

Identificamos a partir da pesquisa realizada, que as características da armazenagem não são determinadas em função da região do Brasil, ou seja, tecnologia, terceirização, treinamento, entre outros, são encontradas nas diversas regiões do País. Varia-se apenas a intensidade destas características por região.

Observa-se também que o porte das empresas pesquisadas está bem distribuído, demonstrando o interesse em participar de uma pesquisa, embora podemos concluir que as empresas de pequeno porte deveram ter uma maior participação contribuindo com o seu próprio desenvolvimento.

7.16

 

O número de funcionários destas empresas variou desde 30 até 12.000 colaboradores, mostrando que a pesquisa foi abrangente o suficiente para avaliar as características da armazenagem nas mais diversas situações.

Convém destacar que o método de apuração utilizado nesta pesquisa não ponderou as respostas proporcionalmente a relevância econômica das empresas, de maneira que os resultados apurados pretendem servir apenas como indicadores médios, obtidos sem um rigor estatístico.

 

1. Percentual de áreas do armazém para recebimento, expedição e estocagem de produtos

Como já era de se esperar, a área de estocagem ainda ocupa a maior parte do armazém, mas com o processo de redução de estoques que as empresas vêm realizando, este percentual vem reduzindo, transferindo área para atividades de fluxo (recebimento e expedição). A expedição vem crescendo em função da complexidade das atividades de um armazém no que diz respeito ao atendimento dos pedidos (ex.: alto índice de fracionamento, área para separação de pedidos, área para agregação de valor no produto, etc.).

7.17

 

2. Manuseio de produtos nas docas

O pessoal próprio compõe a maioria dos profissionais que manuseiam produtos nas docas, embora os funcionários das transportadoras vêm cada vez mais assumindo tais atividades, como maneira de agregar valor aos seus serviços de transporte.

7.18

 

3. Terceirização

Em relação à terceirização da armazenagem, identificou-se que a média nesta área dentro das empresas é de 15%, sendo que existem casos isolados que terceirizaram a totalidade de suas operações, bem como existem casos onde a operação é 100% própria.

 

4. Opiniões sobre a terceirização da armazenagem

Avaliando as opiniões sobre a terceirização na armazenagem, pode-se identificar a visão contraditória entre os pesquisados em dois pontos básicos:

1- Os casos de sucessos e fracassos de terceirização;

2- Os interesses dos pesquisados, pois alguns são de empresas que oferecem serviços de logística. Mas, independentemente disso, vale a pena conhecer o que se pensa desta atividade que cada vez mais ganha novos adeptos.


4.2 A terceirização reduz os custos ?

7.19

 

4.3 A terceirização aumenta a flexibilidade ?

7.20

 

4.4 A terceirização disponibiliza mais tempo à gerência ?

7.21

 

4.5 A terceirização é apropriada para uma parte das operações do armazém e não todas ?

7.22

 

5. Qual é o percentual do custo total de armazenagem sobre as vendas?

Analisando entre todos os pesquisados e considerando a média aritmética dos resultados informados, chegamos ao valor de 4,7%, que é significativo. Este valor se deve principalmente ao fato de algumas empresas terem na armazenagem o seu “core business”, implicando desta forma em um alto percentual sobre as vendas.

 

6. Qual é o percentual do custo total de transporte sobre as vendas?

Analisando entre todos os pesquisados e considerando a média dos resultados informados, chegamos ao valor de 4,5%. Percebe-se que estes valores variam significativamente em função do segmento de atuação da empresa o que invalida comparações diretas com a média apresentada.

 

7. Os custos logísticos indiretos estão incluídos nos custos do armazém ?

A pesquisa nos mostra que a maioria das empresas está preocupada com a correta apuração dos custos logísticos de armazenagem, e incluiu os custos logísticos indiretos nos custos do armazém.

7.23

 

8. Quais dos métodos de separação de pedidos é mais utilizado?

Embora a separação em grupos de pedidos seja o método que contribui para o aumento da produtividade operacional, o que pode-se notar na pesquisa é que ainda em muitas situações não existem as condições necessárias (ex.: intensidade de fluxo) para utilização do método de separação por grupos de pedidos. Outro fator importante é que as empresas que utilizam a separação de grupos de pedidos não necessariamente descartam a separação por pedido unitário que pode ser aplicada em momentos específicos (ex.: atendimentos urgentes, etc.).

7.24

 

9. É utilizada a localização de estoque com base na popularidade?

A técnica de se colocar os itens mais populares em locais de mais fácil acesso é bem utilizada, embora algumas empresas não a utilizem ainda por não conhecer ou por não se justificar em função do seu pequeno porte.

7.25

 

10. Durante a separação de pedidos, qual é o percentual médio de tempo de cada atividade?

Em função da análise das respostas das empresas, pode-se perceber que as mesmas responderam esta questão com base mais nas observações visuais e no empirismo do que com base em análises mais científicas (ex.: estudos de tempos e métodos). Isto é natural, visto que as empresas ainda não valorizam a atividade de armazenagem como a mesma merece. Mesmo assim, pode-se concluir que boa parte das atividades durante a separação não agregam valor ao serviço.

7.26

 

11. O armazém utiliza transportadores contínuos para sortimento ou sortimento automatizado?

A automação na armazenagem ainda tem um longo caminho a percorrer, pois apenas uma pequena parcela das empresas se utilizam desses sistemas, embora os mesmos são considerados como uma das tendências da armazenagem.

7.27

 

12. Como suas cargas são expedidas?

Esta é uma informação que apresenta melhor as características da expedição das empresas pesquisadas.

7.28

 

13. Qual é o tempo médio de armazenagem para atendimento de um pedido?


Algumas empresas responderam à pesquisa colocando o seu tempo médio de armazenagem tal como sua política de cobertura de estoque, o que fez com que a média se elevasse. Desta maneira, o tempo médio de armazenagem ficou em 2,7 dias.

 

14. Qual é o tempo médio de transporte para atendimento de um pedido?

O tempo médio de transporte é afetado principalmente em função da região que a empresa atua no Brasil. O tempo médio de transporte identificado na pesquisa ficou em dois dias, visto que a maioria das empresas considerou um dia (24 horas). Algumas chegaram a até cinco dias.

 

15. Existem operações de valor agregado em seu armazém ?

Cada vez mais as empresas investem em operações de valor agregado nos armazéns. Esta é uma tendência que já podemos observar em boa parte das empresas que responderam a pesquisa.

7.29

 

16. O armazém realiza cross-docking?


Embora seja uma técnica para aumento da produtividade operacional no armazém, ainda é grande o número de empresas que não adotaram o cross-docking (baldeação na doca), seja por desconhecimento, seja por dificuldades de sincronizar os fluxos de materiais.

7.30

 

17. Quais são os principais itens de tecnologia de estocagem utilizados no armazém ?


Observa-se que os tradicionais sistemas de estocagem aparecem em maior intensidade, Por exemplo, o sistema de empilhamento no chão (blocagem), aparece em quase 25% das empresas pesquisadas.

7.31

 

18. Quais tecnologias a seguir você implementou em suas instalações ?


As tecnologias de informação (TI) como código de barras já estão implementadas em muitas empresas, mas o cenário futuro mostra outras tecnologias ganhando espaço nas empresas.

7.32

 

19. Seu armazém utiliza WMS – Sistema de Gerenciamento de Armazém?


Embora muitas empresas tenham uma solução para gerenciamento de armazéns, muitas delas estão sendo desenvolvidas internamente, principalmente pelas pequenas e médias empresas, como pode-se identificar na pesquisa.

7.33

 

20. Quanto você investiu no sistema WMS?

Os investimentos em soluções WMS foram apresentados por poucas empresas, o que nos levou a apresentar apenas a faixa de investimentos muito ampla, que varia de empresa para empresa. Observou-se casos de investimentos variando de R$ 30.000,00 até R$ 700.000,00.

 

21. Quais indicadores de desempenho são utilizados no armazém rotineiramente?

Embora são inúmeros os indicadores de desempenho utilizados pelas empresas para gerenciar o seu armazém, a pesquisa destaca os mais citados.

7.34

 

22. Qual é a taxa anual de turnover do pessoal do armazém?

As estratégias adotadas pelas empresas também são responsáveis pela maior ou menor taxa de turnover. A média de turnover identificada através das empresas participantes da pesquisa é de 9,1% ao ano.

 

23. Quantas horas de treinamento são dedicadas mensalmente ao pessoal do armazém?

O número médio de horas de treinamento mensalmente dedicadas ao pessoal do armazém, considerando as empresas pesquisadas, é de 6,5 horas por mês.

 

24. Utilizando o produto mais representativo, qual é o percentual de acuracidade de pedidos que estão “perfeitos”?

O percentual médio de acuracidade de pedidos “perfeitos” nas empresas pesquisadas é de 95%. Este é um número que vem sendo aprimorado principalmente com o advento da tecnologia de informação no ambiente do armazém.

 

25. Com que antecedência é possível planejar as operações do armazém?

Quanto mais tempo para planejar as operações de um armazém maior é a produtividade operacional do mesmo.

7.35

 

Conclusão

A evolução da Armazenagem nas empresas nos últimos tempos é evidente. Pode-se perceber claramente, através desta pesquisa, que as empresas não se encontram no início da caminhada ruma à excelência na armazenagem, mas sim a caminho da mesma.

Podemos assegurar que esta jornada se iniciou na década de 1980, quando o Instituto IMAM e a IMAM Consultoria, por meio de seus fundadores, Reinaldo Moura e José Maurício Banzato, iniciaram um grande investimento de educação e valorização da atividade de armazenagem no Brasil.

Hoje, a armazenagem, que se caracterizava como uma das tarefas menos nobres dentro das empresas, é atualmente uma das mais importantes atividades na gestão da cadeia de abastecimento.

Ainda existe muito a fazer, mas o passo mais difícil, que é vencer a barreira cultural existente nas empresas em relação ao processo de armazenagem, já foi realizado. Agora pode-se perceber uma etapa de aprimoramento contínuo através da otimização de processos e aplicação de tecnologia, onde a IMAM continua presente nestes novos desafios.

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