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Nova fábrica da Trelleborg

pneutrelleborg2A líder global no fornecimento de pneus e rodas completas para máquinas, Trelleborg Wheel Systems, anuncia a expansão do mix de produtos fabricados no Brasil.

Por seu reconhecimento no mercado sul-americano e também por ser homologada nos principais fabricantes de empilhadeiras, a marca escolhida para ser produzida localmente foi a Elite XP Pit Stop Line.

A nacionalização da linha premium de pneus superelásticos irá atender a demanda existente, de cerca de 700 unidades por ano, apenas para o Brasil. Atualmente, o produto é importado do Sri Lanka, região rica em borracha natural, matéria-prima principal dos pneus industriais. Lançada, mundialmente, há quatro anos, a Elite XP Pit Stop Line inicia a produção local de sete medidas de pneu (de 1.8 a 3 mm), que respondem por cerca de 85% do mercado nacional.
O anúncio foi realizado durante encontro com a imprensa e convidados, realizado na fábrica da Trelleborg, em Feira de Santana (BA). Durante o evento, o grupo visitou as instalações, conheceu os componentes, bem como os processos aplicados na produção, além de ouvir porta-vozes da empresa.

Investimentos
Recentemente, a fábrica da Trelleborg no Brasil recebeu investimentos e a introdução de novos equipamentos para ampliar a produção da sua gama de pneus, a partir de janeiro de 2019. Dentre eles, um braço robótico desenvolvido internamente, que está em fase de ajustes finos. Essa etapa de desenvolvimento foi validada em dezembro, quando a unidade brasileira recebeu representantes da matriz. “A ideia é começar a fabricar pequenos lotes, de 200 a 400 unidades, e aumentar o ritmo com o passar dos meses”, explica a gerente de planta Janete Paim. A indústria conta com 45 mil metros quadrados de área, além de dez mil metros quadrados em construção, 140 colaboradores e capacidade de produção de 100 mil pneus por ano. De acordo com a marca, 70% da produção atual destina-se ao mercado sul-americano, , e o restante aos mercados Europeu e Americano. A unidade baiana faz parte de um complexo de 17 unidades fabris que a Trelleborg Wheel Systems possui em todo o mundo. Os novos produtos somam-se aos atuais pneus ST-3000 e ST-2000 produzidos no local, que tem capacidade de 100 mil unidades por ano.

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75% dos pneus são descartados antes da hora
Segundo Eduardo Souza, diretor comercial da Trelleborg no Brasil, trata-se da nacionalização de um produto importado, que vem se aprimorando desde a década de 1990, cuja tecnologia aproxima o pneu industrial, sólido, do pneumático. De acordo com ele, a análise de 500 carcaças de pneus usados revelou que a maioria é substituída prematuramente. 75% dos pneus foram substituidos antes da hora, 21% dos itens descartados continham mais de 30% de borracha remanescente. A principal causa do desperdício dos pneus superelásticos está no conceito do limite de uso do pneu automotivo, que não é válido para os superelásticos. “Nos automóveis, o limite de desgaste do pneu é determinado pela profundidade da garra. Nas empilhadeiras, a profundidade da garra não tem nenhuma relação com o limite de desgaste do pneu”, explica Eduardo. “Ao contrário dos pneumáticos, esses não são necessariamente inseguros por perderem os sulcos ou ranhuras originais, o que acontece entre 33% e 66% de desgaste”, complementa. De acordo com o estudo da marca, em uma frota de 15 empilhadeiras, o custo extra que será economizado será de R$ 32 mil ou aproximadamente 30 pneus, em cinco anos, sem as habituais compras feitas sem necessidade. Por outro lado, o estudo global mostrou que 8% dos pneus industriais são utilizados além do limite de segurança.

Fita colorida avisa a hora de trocar o pneu
A linha Elite XP, projetada para equipamentos de movimentação de materiais, conta com a tecnologia patenteada e exclusiva da Trelleborg, chamada Pit Stop Line. Sua principal inovação refere-se à aplicação de uma tarja laranja no interior do pneu, que, quando exposta pelo uso, indica a necessidade de troca do produto. “À medida que o pneu vai se desgastando, uma faixa laranja aparecerá na superfície, indicando que ainda há 100 horas de seu uso”, explica Eduardo Souza. Para facilitar o uso do novo produto aos operadores, supervisores e técnicos de segurança, a Trelleborg oferece material de sinalização visual (placas, adesivos, etc.) e treinamentos in company.

Cinco impactos positivos para a operação
A linha Elite XP Pit Stop Line oferece diversos impactos positivos para a operação. A começar pela simplificação do agendamento do serviço de troca. Quando a faixa laranja aparece, ainda restam 100 horas para substituição dos pneus. Reduz o custo, evitando a substituição do pneu antes do tempo, o que pode gerar economia de até 20% em cinco anos de uso. Aumenta a eficiência na medida em que mantém as máquinas trabalhando por mais tempo. Outro ganho refere-se à segurança, já que a identificação visual auxilia a administração da frota e facilita inspeções. Reduz o impacto ambiental, diminuindo os resíduos ao meio ambiente e emissão de poluentes na fabricação, além de promover a sustentabilidade, a longo prazo. A largura da banda de rodagem do Elite XP garante excelente estabilidade e grande área de contato, o que resulta em desgaste regular e maior vida útil do pneu. Outros atributos da linha são aderência em qualquer superfície, estabilidade garantindo manobras precisas e melhor dirigibilidade e conforto ao dirigir, ou seja, menor fadiga do operador, além de maior desempenho da operação.

Atuação e mercado
De acordo com o José Carlos de Oliveira, presidente da Trelleborg Wheel Systems no Brasil, além da área de movimentação de materiais, a empresa é a maior fabricante de pneus agrícolas do mundo, para tratores, embora tenha baixo market share no Brasil (cerca de 2%). “No mundo, 65% do faturamento vem do Agronegócio, o que se traduz em 600 mil pneus por ano”, explica. Analisando as vendas por área de negócio, no ano de 2017, a Trelleborg Wheel Systems corresponde a 28% do total de 3,3 bilhões de euros, perdendo apenas para Trelleborg Sealing Solutions (31%). A divisão de pneus também atua em outras duas frentes: de construção e duas rodas. Em 20 anos, a empresa virou referência em um mercado que já era maduro. A companhia tem como diretriz não concentrar as operações em apenas um lugar, pulverizando investimentos. São 17 fábricas, com 30 lançamentos por ano, 6.500 colaboradores e presença em mais de 50 países, envolvendo 3.500 SKUs.

No encontro com a imprensa e convidados, os porta-vozes citaram outras inovações do grupo Trelleborg, como a Interfit, líder mundial na prestação de serviços em pneus e rodas para equipamentos de movimentação de materiais, em operação há poucos meses, na região do ABC Paulista; e a Brawler, marca de pneus superelásticos para construção, com três produtos que serão lançados em breve no Brasil.

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