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Aquecimento do e-commerce e os desafios da logística

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xECOMERCE 788x350.jpg.pagespeed.ic.qBeRuxLqM32222Com o comércio eletrônico cada vez mais aquecido, a demanda no setor de logística aumenta a cada dia. Em 2017, estima-se que o segmento movimentou cerca de R$ 3 bilhões só com manuseio, armazenagem e transporte de 204 milhões de pacotes, contra 180 milhões em 2016.

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a expectativa para esse ano é de um crescimento de 15% nas vendas de e-commerce, acima dos 12% no ano passado.

Mas o bom desempenho vem acompanhado de desafios. De acordo com a pesquisa de “Logística no E-commerce 2017”, realizada pela ABComm, o frete é o maior responsável pelos custos logísticos no e-commerce, com 58,1%. O principal vilão é a falta de infraestrutura no sistema viário, segurança e trânsito caótico que elevam os custos e causam transtornos nas entregas.

Por isso, a missão das empresas e transportadoras é fazer com que as mercadorias cheguem não só cada vez mais rápido, mas também com qualidade e custos reduzidos. E para isso, é preciso inovar. Com base na radiografia traçada pela pesquisa, o setor já projeta tendências. A expectativa é que os lojistas do varejo eletrônico invistam em formas de aprofundar a experiência do cliente, apostando em tecnologias móveis, aplicativos e aprimoramento de sua logística, que são as maiores demandas da atualidade por parte dos consumidores em relação ao que é oferecido pelas principais lojas e marketplaces no mundo.

No Brasil, uma das novidades é a tecnologia que faz uso da inteligência artificial para resolver operações logísticas. Em minutos, softwares otimizam o uso da frota e geram as melhores rotas para os atendimentos, além de auxiliar cada motorista, mostrando o percurso com apoio de GPS e fazendo a comprovação de entregas no exato momento em que forem realizadas.

Toda essa tecnologia facilita não só a vida das transportadoras e das empresas de produtos e serviços, mas também a do consumidor final, que não precisa mais ficar preso em casa das 8h às 18h esperando o produto sem saber ao certo que horas ele vai chegar. Hoje, é possível ser atualizado por SMS ou e-mail de cada trecho em que a mercadoria percorre até o destino final. E caso a pessoa tenha um problema e não possa receber o produto naquele horário, ela pode avisar, também por SMS. Assim, evita-se desperdício de tempo.

A utilização deste tipo de inovação seria a saída para diversos problemas enfrentados no setor logístico. Além de dar mais dinamismo, essas soluções aumentam em até 33% a produtividade/hora e 20% a eficácia das entregas realizadas.

Por Evilásio Garcia — CEO da AgileProcess

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